quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Mercado Imobiliário e o Momento


Moradia de alto padrão já ensaia volta

Imóveis acima de R$ 1 milhão venderam como nunca no auge do mercado imobiliário. Até o primeiro semestre do ano passado, as construtoras inundaram diferentes bairros das mais diversas capitais com plantas de quatro dormitórios e superiores a 250 metros quadrados. A crise atingiu em cheio

esse segmento - que ficou paralisado depois de setembro.

No primeiro trimestre, praticamente não houve lançamentos de alto e altíssimo padrão. O pouco que se vendeu foi, em sua maioria, de estoques - produtos lançados em 2008. Apenas na cidade de São Paulo, segundo dados da Embraesp e Secovi, de janeiro a abril deste ano foram vendidas 1,4 mil unidades de apartamentos de quatro dormitórios, queda de quase 50% sobre as 2,7 mil comercializadas no mesmo perído de 2008. Anualizado, o número deste ano seria o mais baixo dos últimos cinco anos.

Aos poucos, no entanto, as vendas começam a voltar, segundo os incorporadores. Embora de forma mais lenta do que em imóveis de menor valor. Menos retraídas, as empresas começam a fazer lançamentos pontuais. Aliás, cada novo produto que chega ao mercado é analisado com lupa por toda a concorrência - que chega a comemorar o bom desempenho do vizinho como termômetro de reação do mercado.

A Lindenberg, que atua somente no alto padrão, já sente o mercado reagir. "Na época da crise, parou totalmente; a liquidez era o mais importante", afirma Adolpho Lindenberg Filho. A empresa fez dois lançamentos este ano. Um deles numa das áreas mais nobres de São Paulo, próximo ao Clube Pinheiros, com apartamentos que custam R$ 1,6 milhão, vendeu 19 dos 20 andares disponíveis. Na Moóca - bairro de classe média da Zona Leste - lançamento deR$ 1 milhão feito em junho, vendeu quatro de 20 apartamentos. "Apesar de o mercado estar voltando, os incorporadores estão muito mais seletivos, com

uma preocupação enorme em não errar os próximos lançamentos", afirma.

A JHSF vendeu 40% da unidades e a cobertura, avaliada em R$ 10 milhões, de um lançamento na Vila Nova Conceição feito no final do ano passado. "O alto padrão começou a voltar nos últimos 60 dias", afirma Júlio Pina, vice-presidente da imobiliária Brasil Brokers.

A Eztec lançou um empreendimento no Paraíso - bairro que não tinha novos produtos há tempos - com preço médio de R$ 1,5 milhão e vendeu 85% no primeiro final de semana. Muitos lançamentos represados devem voltar no segundo semestre, avalia Pina. "O efeito psicológico do plano do governo no

mercado em geral foi muito positivo."

Parabéns a Klabin Segall e a São José, por acreditar que grandes negócios são realizados em momentos de crise.


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